Questão 95 de inglês do ENEM 2014

Estratégia de leitura
Texto em inglês

If You Can’t Master English, Try Globish

PARIS — It happens all the time: during an airport delay the man to the left, a Korean perhaps, starts talking to the man opposite, who might be Colombian, and soon they are chatting away in what seems to be English. But the native English speaker sitting between them cannot understand a word.

They don’t know it, but the Korean and the Colombian are speaking Globish, the latest addition to the 6,800 languages that are said to be spoken across the world. Not that its inventor, Jean-Paul Nerrière, considers it a proper language.

“It is not a language, it is a tool,” he says. “A language is the vehicle of a culture. Globish doesn’t want to be that at all. It is a means of communication.”

Nerrière doesn’t see Globish in the same light as utopian efforts such as Kosmos, Volapuk, Novial or staunch Esperanto. Nor should it be confused with barbaric Algol (for Algorithmic language). It is a sort of English lite: a means of simplifying the language and giving it rules so it can be understood by all.

BLUME, M. Disponível em: www.nytimes.com. Acesso em: 28 out. 2013 (fragmento)

Considerando as ideias apresentadas no texto, o Globish (Global English) é uma variedade da língua inglesa que

  1. A)Tem status de língua por refletir uma cultura global.
  2. B)Facilita o entendimento entre o falante nativo e o não nativo.
  3. C)Tem as mesmas características de projetos utópicos como o esperanto.
  4. D)Altera a estrutura do idioma para possibilitar a comunicação internacional.
  5. E)Apresenta padrões de fala idênticos aos da variedade usada pelos falantes nativos.

ENEM 2014 — enem.dev

Ver o gabarito e a explicação

Resposta correta: D) Altera a estrutura do idioma para possibilitar a comunicação internacional.

Por que a D está certa

Por que D. A cena de abertura já mostra o que o Globish é: o coreano e o colombiano conversam "in what seems to be English", mas o nativo sentado entre os dois "cannot understand a word". É inglês mexido, reduzido a ferramenta: "It is not a language, it is a tool". A armadilha é B: facilitar a conversa é o efeito, mas quem fica de fora é justamente o nativo.

Por que as outras enganam

  • A) Tem status de língua por refletir uma cultura global.

    Inverte a fala do inventor: Nerrière diz exatamente o contrário, "It is not a language, it is a tool" e "A language is the vehicle of a culture. Globish doesn't want to be that at all". A alternativa reaproveita as palavras 'language' e 'culture' do texto, mas justamente na negação delas.

  • B) Facilita o entendimento entre o falante nativo e o não nativo.

    O texto mostra o oposto na cena do aeroporto: o coreano e o colombiano se entendem, mas "the native English speaker sitting between them cannot understand a word". O entendimento existe entre não nativos; o nativo é quem fica de fora.

  • C) Tem as mesmas características de projetos utópicos como o esperanto.

    Contraria a frase que separa as duas coisas: "Nerrière doesn't see Globish in the same light as utopian efforts such as Kosmos, Volapuk, Novial or staunch Esperanto". A alternativa pesca o termo 'Esperanto', que aparece no texto, mas na lista do que o Globish NÃO é.

  • E) Apresenta padrões de fala idênticos aos da variedade usada pelos falantes nativos.

    Se o Globish é "a sort of English lite: a means of simplifying the language and giving it rules", ele não pode ter padrões idênticos ao do nativo — simplificar implica diferença. A confirmação vem do nativo que "cannot understand a word" do que ouve.

Para aprender o que essa questão cobra

A mesma habilidade em outros anos

Estratégia de leitura não caiu só aqui.

Entender uma questão não é treinar

Você acabou de ler por que uma alternativa engana. O que vira nota é achar essa mesma armadilha sozinho, na próxima prova — e isso se treina em série, não em uma.