Questão 91 de inglês do ENEM 2016 (aplicação PPL)

Estratégia de leitura
Texto em inglês

Are Twitter and Facebook Affecting How We Think? Is constant use of electronic gadgets reshaping our brains and making our thinking shallower? By Neil Tweedie

How many times do you click on your email icon in a day? Or look at Facebook, or Twitter? And how many times when reading on the internet do you click on a link navigating away from the text that was the original object of your enquiry? The web, it seems, is like an electronic sweet shop, forever tempting us in different directions. But does this mental promiscuity, this tendency to flit around online, make us, well, thicker?

Nicholas Carr, the American science writer, has mined this theme for his new book, "The Shallows", in which he argues that new media are not just changing our habits but our brains. It turns out that the mature human brain is not an immutable seat of personality and intellect but a changeable thing, subject to "neuroplasticity". When our activities alter, so does the architecture of our brain. "I'm not thinking the way I used to think," writes Carr. "I feel it most strongly when I'm reading."

Disponível em: www.telegraph.co.uk. Acesso em: 27 fev. 2012.

Neil Tweedie levanta vários questionamentos sobre a utilização de diferentes recursos tecnológicos disponíveis hoje em dia. A partir desses questionamentos e dos argumentos do escritor norte-americano Nicholas Carr, o texto sugere que

  1. A)o ato de clicar em ícones e manusear aparelhos prejudica o comportamento.
  2. B)o mundo virtual pode ser nocivo aos jovens, por ser muito promíscuo.
  3. C)a internet contribui para o amadurecimento intelectual dos usuários.
  4. D)o uso intenso de recursos tecnológicos pode afetar nosso cérebro.
  5. E)as redes sociais virtuais ajudam a melhorar nossa forma de pensar.

ENEM 2016 3ª aplicação/PPL — 2º dia, Caderno 13 (Cinza), questões 91 a 95 (opção inglês). PDF oficial do INEP.

Ver o gabarito e a explicação

Resposta correta: D) o uso intenso de recursos tecnológicos pode afetar nosso cérebro.

Por que a D está certa

Por que D. A tese está no segundo parágrafo: as novas mídias mudam "not just our habits but our brains", porque o cérebro adulto é mutável. A armadilha é B: "promiscuity" aparece no texto e chama atenção, mas "mental promiscuity" ali é pular de link em link. E o texto nunca fala em jovens.

Por que as outras enganam

  • A) o ato de clicar em ícones e manusear aparelhos prejudica o comportamento.

    Aproveita as ações concretas do primeiro parágrafo — "click on your email icon", "electronic gadgets" — mas desloca o efeito: o texto fala em mudança no cérebro e no pensamento ("make us, well, thicker?"), não em prejuízo de "comportamento". O clique é o exemplo do hábito, não o alvo do dano descrito.

  • B) o mundo virtual pode ser nocivo aos jovens, por ser muito promíscuo.

    Explora o impacto da palavra "promiscuity", que soa como devassidão em português, quando a expressão do texto é "this mental promiscuity, this tendency to flit around online" — ou seja, pular de link em link. Além disso, nenhum trecho delimita público jovem: as perguntas são dirigidas a "you", genericamente.

  • C) a internet contribui para o amadurecimento intelectual dos usuários.

    Inverte o sentido do argumento: o texto pergunta se a navegação dispersa nos deixa "thicker" e o livro se chama "The Shallows", apontando pensamento mais superficial. O adjetivo "mature" do trecho "the mature human brain" refere-se ao cérebro adulto, não a amadurecimento intelectual obtido pela internet.

  • E) as redes sociais virtuais ajudam a melhorar nossa forma de pensar.

    Retoma "Twitter and Facebook" do título, mas ali eles entram numa pergunta sobre como afetam o pensar, não numa afirmação de melhora. O relato de Carr vai na direção oposta: "I'm not thinking the way I used to think", com o incômodo sentido justamente na leitura.

Para aprender o que essa questão cobra

A mesma habilidade em outros anos

Estratégia de leitura não caiu só aqui.

Entender uma questão não é treinar

Você acabou de ler por que uma alternativa engana. O que vira nota é achar essa mesma armadilha sozinho, na próxima prova — e isso se treina em série, não em uma.