Questão 3 de inglês do ENEM 2018 (reaplicação)

Charge e cartumPropaganda e cartaz
Texto em inglês

Monks embrace web to reach recruits

Stew Milne for The New York Times

Stew Milne for The New York Times

The Benedictine monks at the Portsmouth Abbey in Portsmouth have a problem. They are aging and their numbers have fallen to 12, from a peak of about 24 in 1969. So the monks have taken to the Internet with an elaborate ad campaign featuring videos, a blog and even a Gregorian chant ringtone. "If this is the way the younger generation are looking things up and are communicating, then this is the place to be", said Abbot Caedmon Holmes, who has been in charge of the abbey since 2007. That place is far from the solitary lives that some may think monks live. In fact, in this age of social media, the monks have embraced what may be the most popular form of public self-expression: a Facebook page, where they have uploaded photos and video testimonials. Some monks will even write blogs.

MILNE, S. Disponível em: www.nytimes.com. Acesso em: 19 jun. 2012 (adaptado).

A internet costuma ser um veículo de comunicação associado às camadas mais jovens da população, embora não exclusivamente a elas. Segundo o texto, a razão que levou os religiosos a fazerem uma campanha publicitária na internet foi o(a)

  1. A)busca por novos interessados pela vida religiosa de monge.
  2. B)baixo custo e a facilidade de acesso dos monges à rede.
  3. C)desejo de diminuir a solidão vivida pelos monges na abadia.
  4. D)necessidade dos monges de se expressarem publicamente.
  5. E)divulgação de fotos pessoais dos monges no Facebook.

ENEM 2018 Reaplicação/PPL — INEP

Ver o gabarito e a explicação

Resposta correta: A) busca por novos interessados pela vida religiosa de monge.

Por que a A está certa

Por que A. O texto liga problema e solução com um so: os monges estão envelhecendo e caíram de 24 para 12, “so the monks have taken to the Internet with an elaborate ad campaign”. É campanha para atrair quem venha depois. A armadilha é C: “solitary lives” aparece, mas para negar o estereótipo do monge isolado, não para explicar a campanha.

Por que as outras enganam

  • B) baixo custo e a facilidade de acesso dos monges à rede.

    Custo e facilidade não aparecem em lugar nenhum: o texto fala em "an elaborate ad campaign featuring videos, a blog and even a Gregorian chant ringtone", ou seja, algo trabalhoso, e a justificativa dada é "this is the way the younger generation are looking things up". A alternativa se apoia num fato verdadeiro sobre a internet no mundo real, mas que a reportagem não afirma.

  • C) desejo de diminuir a solidão vivida pelos monges na abadia.

    O trecho "far from the solitary lives that some may think monks live" funciona como negação de um estereótipo sobre a vida monástica, e não como diagnóstico de um problema a ser resolvido. A alternativa aproveita a semelhança entre "solitary" e solidão para transformar em causa da campanha algo que o texto apresenta justamente como impressão equivocada de terceiros.

  • D) necessidade dos monges de se expressarem publicamente.

    A expressão "the most popular form of public self-expression" descreve o que é o Facebook como ferramenta, não uma necessidade sentida pelos monges. O texto usa "have embraced" para indicar a adesão a um meio já existente, enquanto a motivação declarada continua sendo o encolhimento da comunidade, de 24 para 12 monges.

  • E) divulgação de fotos pessoais dos monges no Facebook.

    Fotos são resultado da campanha, não seu motivo: "a Facebook page, where they have uploaded photos and video testimonials" descreve o que foi publicado depois da decisão de ir para a rede. A alternativa ainda acrescenta o adjetivo "pessoais", que o texto não usa, já que se trata de material de divulgação da abadia.

Para aprender o que essa questão cobra

A mesma habilidade em outros anos

Charge e cartum e Propaganda e cartaz não caiu só aqui.

Entender uma questão não é treinar

Você acabou de ler por que uma alternativa engana. O que vira nota é achar essa mesma armadilha sozinho, na próxima prova — e isso se treina em série, não em uma.