Questão 2 de inglês do ENEM 2019

Objetivo do textoIdeia centralTom e opinião do autorFalsos cognatos
Texto em inglês

LETTER TO THE EDITOR: Sugar fear-mongering unhelpful

By The Washington Times Tuesday, June 25, 2013

By The Washington Times Tuesday, June 25, 2013

In his recent piece “Is obesity a disease?” (Web, June 19), Dr. Peter Lind refers to high-fructose corn syrup and other “manufactured sugars” as “poison” that will “guarantee storage of fat in the body.” Current scientific research strongly indicates that obesity results from excessive calorie intake combined with a sedentary lifestyle. The fact is Americans are consuming more total calories now than ever before. According to the U.S. Department of Agriculture, our total per-capita daily caloric intake increased by 22 percent from 2,076 calories per day in 1970 to 2,534 calories per day in 2010 — an additional 458 calories, only 34 of which come from increased added sugar intake. A vast majority of these calories come from increased fats and flour/ cereals. Surprisingly, the amount of caloric sweeteners (i.e. sugar, high-fructose, corn syrup, honey, etc.). Americans consume has actually decreased over the past decade. We need to continue to study the obesity epidemic to see what more can be done, but demonizing one specific ingredient accomplishes nothing and raises unnecessary fears that get in the way of real solutions.

JAMES M. RIPPE Shrewsbury, Mass.

Disponível em: www.washingtontimes.com. Acesso em: 29 jul. 2013 (adaptado).

Ao abordar o assunto “obesidade”, em uma seção de jornal, o autor

  1. A)Defende o consumo liberado de açúcar.
  2. B)Aponta a gordura como o grande vilão da saúde.
  3. C)Demonstra acreditar que a obesidade não é preocupante.
  4. D)Indica a necessidade de mais pesquisas sobre o assunto.
  5. E)Enfatiza a redução de ingestão de calorias pelos americanos.

ENEM 2019 — enem.dev

Ver o gabarito e a explicação

Resposta correta: D) Indica a necessidade de mais pesquisas sobre o assunto.

Por que a D está certa

Por que D. A carta contesta a tese do açúcar como veneno mostrando que o aumento de calorias veio de gordura e farinha, não de açúcar, e insiste na expressão "current scientific research". O que ela defende é olhar o que a pesquisa mostra. A armadilha é B: os dados apontam gordura e cereais como a maior fatia do aumento, mas a carta critica justamente eleger um vilão único.

Por que as outras enganam

  • A) Defende o consumo liberado de açúcar.

    Confunde 'não demonizar' com 'liberar'. O autor diz que "demonizing one specific ingredient accomplishes nothing", ou seja, critica o ataque isolado ao açúcar, sem em nenhum momento defender consumo livre — ele atribui a obesidade a "excessive calorie intake combined with a sedentary lifestyle".

  • B) Aponta a gordura como o grande vilão da saúde.

    Pega o dado real do texto ("A vast majority of these calories come from increased fats and flour/cereals") e transforma num veredito que a carta rejeita: eleger um culpado único é exatamente o que o autor condena ao falar de "demonizing one specific ingredient".

  • C) Demonstra acreditar que a obesidade não é preocupante.

    Inverte o tom do autor: ele chama o problema de "the obesity epidemic" e pede "to see what more can be done", o que pressupõe preocupação. A alternativa se apoia na crítica ao alarmismo ("unnecessary fears") e confunde combate ao exagero com negação do problema.

  • E) Enfatiza a redução de ingestão de calorias pelos americanos.

    Recorta a única queda mencionada — "the amount of caloric sweeteners... has actually decreased" — que vale só para adoçantes, e a estende a todas as calorias. O texto afirma o contrário no total: "Americans are consuming more total calories now than ever before", com aumento de 22%.

Para aprender o que essa questão cobra

A mesma habilidade em outros anos

Objetivo do texto e Ideia central e Tom e opinião do autor e Falsos cognatos não caiu só aqui.

Entender uma questão não é treinar

Você acabou de ler por que uma alternativa engana. O que vira nota é achar essa mesma armadilha sozinho, na próxima prova — e isso se treina em série, não em uma.